quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Dentistas de todo o planeta vêm ao Brasil para discutir os rumos da saúde bucal


om 1/4 dos cirurgiões-dentistas do mundo e odontologia de ponta, Brasil sedia congresso odontológico mundial discutindo estratégias de promoção da saúde bucal em todas as populações

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil crianças de 12 anos de idade têm média de 2,8 dentes cariados, perdidos ou obturados. O problema se repete em diversos países: dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que60% da população infantil mundial têm cárie. É nesse contexto local e global que o Brasil recebe a comunidade odontológica internacional entre os próximos dias 2 e 5 de setembro, em Salvador (BA), quando o país sedia a edição de 2010 do Congresso Anual Mundial da Federação Dentária Internacional (FDI’2010).

A epidemia global de cárie é um dos principais assuntos abordados pela programa

ção do evento, cujo tema é Saúde Oral para Todos: Desafios Locais, Soluções Globais. Numa série de atividades científicas, a doença será investigada como um desafio persistente e que demanda soluções urgentes: ainda segundo o Ministério da Saúde, na adolescência a m�dia de dentes cariados, perdidos ou obturados sobe para 6,2, chegando a 20,1 entre adultos e 27,8 nos idosos. Entre as estratégias que serão apresentadas e discutidas no FDI’2010 estão o planejamento de recursos humanos odontológicos, o aumento da conscientização do cirurgião-dentista em relação ao cuidado e ao controle da cárie e a ampla aplicação de políticas públicas como a fluoretação de águas de abastecimento.


Incidência de cárie (Fonte: Atlas da Sa�de Bucal/FDI).

Os motivos da persistência do problema também serão avaliados. Em 1981, a OMS e a FDI formularam metas para a saúde bucal no mundo, que deveriam ser atingidas até o ano 2000. Segundo essas metas, 85% da população deveriam ter todos os seus dentes aos 18 anos de idade. No Brasil, conhecido outrora como uma nação de desdentados, já se extrai menos três milhões de dentes por ano. Isso se deve, em parte, é recente adoção de políticas públicas específicas para a saúde bucal, mas o Brasil ainda sofre de má distribuição de recursos humanos e materiais em odontologia e de uma série de outros problemas que ainda se impõem à ampla promoção da saúde bucal em todo o território.

Multidisciplinar e socialmente consciente – A programação científica do FDI’2010 conta com mais de 150 atividadesdesenvolvidas por especialistas de todos os continentes, e são distribuídas em quatro grandes áreas: promoção de saúde e como o cirurgião-dentista pode colaborar com ela, com destaque para o entendimento das doenças que ocorrem regional e mundialmente e em como enfrentá-las; tecnologia e clínica odontológicas, principais inovações, materiais e técnicas cirúrgicas, entre outros; perspectivas e futuro da ciência, abordando também o que vai mudar no atendimento do paciente; e odontologia integrada a outras áreas da saúde.

As grandes questões da saúde bucal ao redor do mundo também serão discutidas no Parlamento Mundial da Odontologia, espaço do FDI’2010 destinado a reuniões de associações odontológicas de mais de 140 países que compõem a FDI – entre elas a Associação Brasileira de Odontologia (ABO), que tem a maior representatividade – para debater e definir os rumos da odontologia mundial, através de fóruns abertos e reuniões das Assembleias Gerais da entidade.

SERVIÇO
FDI’2010 - Congresso Anual Mundial de Odontologia da FDI
Tema: Saúde Oral para Todos: Desafios Locais, Soluções Globais
Data: 2 a 5 de setembro de 2010
Local: Centro de Convenções da Bahia, Salvador (BA)
Programação científica com 150 atividades multidisciplinares realizadas por especialistas de todos os continentes

Exposição da indústria mundial com cerca de 300 expositores de todo o planeta apresentando os avanços tecnológicos da odontologia, novos equipamentos e produtos para as mais variadas finalidades

Parlamento com cerca de 350 representantes das associações que integram a FDI, vindas de mais de 140 países, e dezenas de reuniões de comissões, estabelecendo a direção estratégica da organização e adotando as declarações de política da entidade mundial, que influenciam as várias especialidades do mundo da odontologia

Siga o FDI'2010 na Internet: www.fdi2010.com.br

terça-feira, 27 de julho de 2010

Brasil tem 26 milhões de desdentados


Brasil tem 26 milhões de desdentados
A saúde bucal do brasileiro é reveladora da desigualdade social do país. De acordo com a parte brasileira da Pesquisa Mundial de Saúde, divulgada pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e realizada no ano passado para a OMS (Organização Mundial da Saúde), 14,4% dos brasileiros já perderam todos os dentes.

Levando em conta que o IBGE estima em 179 milhões a população atual no Brasil, isso significa que cerca de 26 milhões já não têm mais nenhum dente natural.



A comparação entre classes sociais mostra que, entre os mais pobres, esse percentual chega a 17,5%, e, entre os mais ricos, é de 5,9%. A Fiocruz fez a separação entre classes pelo número de bens de consumo (televisão, geladeira, entre outros). A pior situação foi encontrada entre as mulheres com mais de 50 anos em famílias mais pobres: 55,9%.

"A preocupação do sistema público com a saúde bucal é muito recente e ainda não há uma conscientização sobre a necessidade da prevenção, principalmente entre as classes mais baixas", afirmou Célia Szwarcwald, uma das coordenadoras da pesquisa.

Em março, a União anunciou R$ 1,2 bilhão para o programa Brasil Sorridente, de saúde bucal.

A pesquisa comparou alguns fatores de risco à saúde. Os dados mostram que 10,1% da população pode ser considerada obesa, segundo os padrões da OMS, e que 28,5% dos brasileiros apresentam sobrepeso. A porcentagem de pessoas abaixo do peso é de 5%.

O índice dos que dizem ter bebido pelo menos cinco doses de bebidas alcóolicas na semana anterior à pesquisa é de 14,8%, percentual que é maior na faixa etária mais jovem (18 a 34 anos), onde chega a 17,4%. Os fumantes diários representam 18,1%, sendo que o hábito é menor entre os que têm entre 18 e 34 anos --15,2%.

A pesquisa mostrou ainda que 24% da população é sedentária.

A maioria (54%) dos brasileiros avalia seu estado de saúde como bom ou muito bom. A porcentagem de brasileiros que consideram sua saúde moderada é de 38%, enquanto 9% dizem ser ruim ou muito ruim. O percentual de avaliação positiva é maior entre os homens (60,2% de bom ou muito bom) do que entre as mulheres (47,5%).

Os dados da pesquisa indicam também aparente contradição entre a avaliação que o brasileiro faz do sistema de saúde em geral e a qualidade do atendimento.

Para 58% dos entrevistados, o funcionamento da assistência de saúde no país é, em geral, insatisfatório ou muito insatisfatório. A imensa maioria (97,3%), porém, disse que conseguiu assistência médica quando precisou dela.

A partir da resposta a 13 perguntas sobre a assistência ambulatorial, a Fiocruz elaborou um índice de satisfação, calculado a partir da porcentagem de respostas "boa" ou "muito boa". O resultado foi que o índice de avaliação desse serviço foi de 77 sobre 100, sendo 70 para os usuários do SUS, 88 para os que pagaram diretamente a consulta e 89 para os que usaram o plano de saúde.

"O brasileiro pode ter uma avaliação positiva do atendimento que recebeu em alguns casos, mas, quando analisa a situação geral, pode se sentir injustiçado por ter que pagar por serviços privados ou porque só uma parcela da população tem acesso ao atendimento pago", diz Szwarcwald.


Folha de S.Paulo





Odontologia brasileira exporta US$ 650 milhõese é destaque em exposição internacional


Superavitária há quase uma década e com saldo positivo de US$ 25 milhões, a indústria odontológica brasileira é um dos atrativos da exposição comercial do Congresso Anual Mundial da Federação Dentária Internacional (FDI’2010), que vai reunir, de 2 a 5 de setembro, em Salvador (BA), cerca de 300 expositores de todos os continentes, apresentando os avanços tecnológicos da odontologia, novos equipamentos e produtos para as mais variadas finalidades

Embalada pela retomada dos investimentos, a indústria médico-hospitalar e odontológica brasileira deve exportar US$ 650 milhões até o fim de 2010, superando em 17% o saldo do ano passado. É nesse cenário de crescimento que o Brasil recebe a indústria odontológica mundial durante o FDI’2010, cuja exposição comercial é uma plataforma para o setor apresentar suas novidades em produtos e serviços.
Inserida no campo da economia da saúde, a indústria odontológica apresenta características que as diferenciam em vários aspectos do restante deste parque produtor de bens – entre elas, participação expressiva das exportações em relação às importações; diversidade de países consumidores; produção realizada majoritariamente no próprio País e pequena participação do setor público nos canais de comercialização. Respondendo por 22% de toda a produção da indústria médico-hospitalar e odontológica, o setor de equipamentos e artigos em odontologia – formado por 93 empresas brasileiras, 29 a mais do que há 10 anos – tem registrado bons números que, quando não crescentes, figuram num patamar estável. Segundo a Associação Brasileira de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo), o faturamento do setor vem crescendo nos últimos anos, saindo de R$ 728 milhões em 2006 para R$ 985 milhões no ano passado. Enquanto o crescimento médio da indústria médico-hospitalar em 2009 foi de 8%, o segmento odontológico cresceu 16%.
Apesar da queda das exportações, a indústria odontológica nacional registrou saldo positivo de US$ 25 milhões na balança comercial pelo sétimo ano consecutivo, mantendo-se a quase uma década como a única indústria superavitária no setor, que tem como principais mercados a Alemanha, os Estados Unidos e a América do Sul. Juntos, Venezuela, Bolívia, Argentina, Peru e Chile correspondem a 28,4% das vendas ao mercado exterior. Os produtos mais comercializados são instrumentos e aparelhos para consultórios, seguidos por cadeiras odontológicas.
Intercâmbio internacional – Além de vitrine para a indústria nacional, a exposição comercial do FDI’2010 oportuniza ao cirurgião-dentista brasileiro contato direto com o que há de mais moderno na indústria odontológica internacional – graças à parceria do evento com a International Dental Manufacturers Association (IDM), entidade mundial do setor. Para o presidente do FDI’2010 e da Associação Brasileira de Odontologia, Newton Miranda de Carvalho, “este não só é o momento de mostrarmos para o mundo o que temos de grandioso em ciência e tecnologia, mas de intercâmbio entre os congressistas e o mundo”.
Mais de 70 empresas já têm estandes reservados na exposição comercial do FDI’2010. A lista completa dos expositores está no site do evento, onde também é possível acessar a íntegra da programação científica e fazer inscrições.
SERVIÇO
FDI’2010 - Congresso Anual Mundial de Odontologia da FDI
Tema: Saúde Oral para Todos: Desafios Locais, Soluções Globais
Data: 2 a 5 de setembro de 2010
Local: Centro de Convenções da Bahia, Salvador (BA)
Programação científica com 150 atividades multidisciplinares realizadas por especialistas de todos os continentes

Exposição da indústria mundial com cerca de 300 expositores de todo o planeta apresentando os avanços tecnológicos da odontologia, novos equipamentos e produtos para as mais variadas finalidades
Parlamento com cerca de 350 representantes das associações que integram a FDI, vindas de mais de 140 países, e dezenas de reuniões de comissões, estabelecendo a direção estratégica da organização e adotando as declarações de política da entidade mundial, que influenciam as várias especialidades do mundo da odontologia
Siga o FDI'2010 na Internet: www.fdi2010.com.br